segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Entre tantos prazeres e tantas vergonhas...

Eu sei que muitos leitores têm preguiça de ler, como, então, exorcizar as mazelas da minha alma se não escrevendo para quem quer seja, dos queridos que são, aqueles que lêem esse despretensioso blog... Tenho orgulho em carregar comigo sábias palavras, para este post, não caberiam outras, se não estas: “O que não vira palavra, vira sitoma”.

Tudo isso para explicar a minha necessidade em falar com vocês – sejam vocês reais, ou meras criações da minha cabeça - sobre os eventos de um passado imediato.

Mais do que relatar o que houve (acho desnecessário falar sobre 30 a 50 jovens que se reuniram à minha volta e eu, bravamente perguntei: “Vocês são homens?” e diante de uma resposta afirmativa, retruquei: “ Então façam fila, porque vocês vão apanhar que nem homem!”), quero falar sobre como eu me sinto, não que alguém dê a mínima... Minha mãe mesmo finge que se importa comigo para entreter as visitas... Mas porque acho triste, que em uma festa de formatura, onde a meta devesse ser se divertir, o foco desses jovens, tenha sido, agredir uma minoria de mim sozinho – ah sim! E de uma namorada que não cooperava - ao invés de dançar e se divertir.

Diante da extrema adversidade de desenvolver um diálogo suficientemente inteligente com alguém do sexo oposto, reuniram-se em um grande grupo na tentativa de oprimir um único indivíduo que não pertencia ao grupo “detentor do poder” – vale dizer que essa bagunça toda eu nem sei dizer o porquê aconteceu – mas que diante de uma adversidade ainda maior, criou-se um impasse ímpar, só resolvido pela minha despedida acompanhada de uma escolta armada. Agora eu pergunto: Se beijar na boca é tão bom, terá valido perder parte da festa, fazendo papel de valente, passando na verdade vergonha, para nada? (Já que claramente esse papel de pretenso “macho alfa” não foi bem desenvolvido por esses pré-adolescentes).

Eu sei... Você que leu, deve estar pensando: “Esse cara só tá querendo falar sobre como ele é foda.”

Na verdade não, eu estou querendo erguer uma reflexão a respeito do nosso papel em sociedade. Se não conseguimos ser felizes, quando somos supostamente reunidos para ser felizes. Conseguiremos algum dia, fazer algo de bom para o próximo, tão despretensiosamente a ponto de fazer do mundo um lugar melhor?

Quero dormir e sem muito mais o que dizer, lamento pela nossa juventude. Parabenizo aos que merecem e desejo a todos um ótimo fim de ano!